“Uma das coisas que precisamos aprender, se quisermos viver a vida cristã vitoriosa, é a sua extrema simplicidade. Como a temos tornado complicada!”
Uma figura ampla da vida vitoriosa, que muitos de nós experimentamos, é a da Estrada em Isaías 35: “E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo”. O quadro é uma estrada construída acima do mundo. Ainda que a Estrada seja um caminho estreito e uma subida, ela não está fora de nosso alcance, porque “os caminhantes, até mesmo os loucos, nele andarão”. Ainda que haja muitos perigos, caso nos desviemos deste Caminho, há segurança enquanto nos conservamos nele porque: “ali não haverá leão, nem animal feroz que subirá por ele, nem se achará nele”. Só uma espécie de pessoa é impedida de andar ali – “o imundo não passará por ele”. Isso inclui não só o pecador que não conhece a Cristo como Salvador, mas também o crente que o conhece, mas está vivendo um pecado inconfesso e sem ser purificado.
No alto do monte, protegendo o acesso para a Estrada, ergue-se sombria e horrível... A cruz. Ali está ela, a divisória do tempo e a divisória dos homens. Ao pé da cruz há uma porta baixa, tão baixa que para transpô-la precisamos abaixar-nos para entrar de rastos. É o único ingresso para a Estrada. Temos que passar por ela, se desejarmos prosseguir em nosso caminho. Ela é chamada a porta dos quebrantados. Só os quebrantados podem passar por ela. Ser quebrantado é viver “não mais eu, mas Cristo”.
Sobre a porta dos quebrantados está aspergindo o precioso sangue do Senhor Jesus. Ao nos curvarmos para atravessá-la, o sangue nos purifica de todo o pecado, porque não somente temos de curvar-nos para passar por ela, mas somente os limpos podem andar na Estrada.
Assim chegamos à Estrada. Ela se entende diante de nós, um caminho estreito, banhado de luz, que sobe e que conduz à Jerusalém celestial. Na verdade as trevas chegam até bem junto da Estrada, mas na Estrada mesmo, há luz intensa. Atrás de nós está a cruz, não mais escura e ameaçadora, mas radiante e esplendorosa, e não mais vemos Jesus preso a ela, mas andando na Estrada transbordante da vida da ressurreição. Em suas mãos ele carrega um cântaro com a água da vida. Ele se aproxima de nós e pede que lhe apresentemos o nosso coração – e, exatamente como se estivéssemos estendendo um cálice, apresentamos o coração vazio. Ele olha para dentro, e se nós já permitimos que seu sangue nos purificasse, ele o enche com a água da vida. Assim prosseguimos em nosso caminho, regozijando-nos e louvando a Deus, e transbordando com sua nova vida. Isso é avivamento: você e eu cheios do Espírito Santo em todo o tempo, amando uns aos outros e interessados na salvação dos outros.
Mas é possível escorregar para fora da Estrada, e, às vezes, isso acontece conosco porque ela é estreita. Um pequeno passo em falso e estamos fora do caminho e nas trevas. Isso acontece por causa de uma desobediência, ou por não nos sentirmos fracos a ponto de deixarmos que Deus guie a nossa vida. Satanás está sempre à beira do caminho, acenando, mas ele não pode tocar em nós. Se não voltarmos logo para a Estrada, iremos escorregar cada vez mais para o lado.
Oremos para que todos consigam atravessar o caminho sem nenhum empecilho. Deus os Abençõe.